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do que
viver um século sem conhecer tal ensinamento. "


sábado, 13 de março de 2010

Pseudoartrose


Pseudoartrose é a não consolidação de uma fratura. Também definida como falsa articulação, a pseudoartrose caracteriza-se então pela falta de consolidação óssea em relação a uma fratura ou mesmo a uma artrose.
A pseudoartrose não é uma doença rara, embora não seja tão conhecida da população. Ao contrário, ela é bastante comum e é alvo de inúmeros estudos na área científica, entre eles, por exemplo, a deficiência femoral proximal, que é dividida em vários tipos. No Tipo A de deficiência femoral proximal, segundo a classificação de Aitken, verificou-se que o osso se encontra acentuadamente angulado, podendo haver uma pseudoartrose. No Tipo B da classificação de Boyd (tíbia - displásica), ocorre com um encurvamento anterior. A fratura ocorre espontaneamente ou após um trauma mínimo antes dos dois anos de idade. As extremidades ósseas no foco da pseudoartrose são atróficas, lembrando uma ampulheta. Associada a manchas "café-com-leite", estigma de neurofibromatose. Em geral, a fíbula também está comprometida. Este tipo é o mais comum e também o de prognóstico menos favorável que em outros tipos de deformidade congênita, entre os quais se encontra o pé torto, este com bom prognóstico.
Na pseudoartrose da coluna lombar, há um estudo de John M. Larsen, MD, que indica que o melhor método de prevenção é o diagnóstico correto para indicação de cirurgia e uma técnica cirúrgica bastante criteriosa.
No tratamento destas fraturas, é essencial a reconstituição anatômica das superfícies articulares a fim de levá-las a sua condição original. Uma destruição cartilaginosa grave, ou uma superfície articular irregular, pode levar a uma artrite degenerativa precoce. A idade e o estado geral do paciente são dois importantes fatores que influenciam a velocidade de consolidação de uma fratura. Na criança, o fêmur fraturado pode consolidar-se em quatro semanas. A mesma fratura em um adolescente pode necessitar de 12 a 16 semanas para a sua consolidação, e numa pessoa de 60 anos pode demorar de 18 a 20 semanas. A presença de diabetes ou outras patologias, tais como a osteoporose, irá prolongar o período necessário para que ocorra a consolidação. Há necessidade de uso de certos medicamentos. como corticosteróides para alergias, ou para outras condições clínicas, podendo promover um efeito lentificado no processo de consolidação da fratura. Existe a pseudoartrose, termo usado para designar a não consolidação das extremidades ósseas. Além dos fatores ditos anteriormente, que lentificam o processo de consolidação, dois outros fatores podem influenciar o aparecimento da pseudoartrose: contaminação no foco da fratura em virtude de uma solução de continuidade na pele, e movimentação no foco de fratura. A contaminação é causada por material estranho, tecido desvitalizado, ou bactérias, sendo que todos inibem o processo de reparação e retardam ou impedem a consolidação cuidadosa. A manipulação dos tecidos desvitalizados e uso apropriado de antibioticoterapia podem diminuir a incidência de pseudoartrose nas fraturas expostas. A movimentação no foco de fratura é pelo menos uma das causas de pseudoartrose. A movimentação pode existir caso o gesso seja mal colocado, ou por dispositivos aplicados internamente, tais corno hastes ou placas. Esta é a razão de um princípio básico do manuseio da fratura: imobilizar o osso fraturado em um articulação acima e outra abaixo do foco de fratura, por um tempo adequado para a completa recuperação. Entretanto, a imobilização pode levar a uma diminuição da resistência muscular (atrofia) e óssea (osteopenia por desuso), por isso, o período de imobilização não deve ser maior do que o necessário para produzir a consolidação. Este período é determinado pelo controle radiográfico e pelo controle médico.
A imobilização promove a recuperação pela absorção do edema, permitindo a formação de uma vascularização ao redor da fratura que fornece um rico suprimento sanguíneo para nutrir o calo ósseo e, posteriormente, um osso novo.


Postado por: Sandy Hellen

8 comentários:

  1. Meu marido tem pseudoartrose no fêmur e a placa quebrada.Sente muita dor e com isso o joelho dele sofreu gandes danos.Todos os médicos dizem que o correto é fazer cirurgia,mais ele tem receio de fazer e perder a perna,tambem depois de 12 cirurgias.É problematico.

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    1. procure um terapeuta holístico, ou acupunturista.

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  2. Meu filho nasceu com psedoartrose na região clavícular, agora ele tem dez meses, e o ortopedista dele disse q não precisa fazer cirurgia agora só quando ele tiver maior.Desejaria saber saber a opnião de outro ortopedista,tenho medo q isso possa sair em outro parte do corpo dele.Seria possível?

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  3. Tenho peseudo artrose no tornoselo sofri a fratura a 14 anos,só que sinto falhas na pernas chegando a cair e dores o que devo fazer?

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  4. Existe hoje em dia um tratamento alternativo nao invasivo (sem necessidade de cirurgia) para o tratamento da pseudoartrose. Estudos indicam que o uso de campo eletromagnetico pulsatil ativa o processo da consolidacao ossea. Para mais informacoes veja o site:estimulacaoossea.com.br

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  5. terapia por ondas de choque exelente recurso

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  6. estou com uma fratura no metatarso a 8 meses, nem sei mais o que fazer,pois a imobilizaçao só fez atrofiar mais meus nervos,pois sou portadora de polineuropatia,os médicos falam que preciso de uma cirurgia pois por eu ter a polineuropatia o risco de eu pegar uma infecção é muito grande,preciso urgente de uma luz pois a cada dia que passa parece que aumentam a minha limitação. o que fazer?...Roseli Santo andré sp

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  7. Sofri uma fratura diafisária de umero, na redução da mesma foi usada uma haste que em sua colocação introduziu parte do nervo radial no foco da fratura ocasionando a paralisia severa do mesmo, a fratura ficou mais de um centimetro de distancia entre as partes provocando a pseudoartose e reoperação com placa. Foram necessarias varias transposições tendinosas para suprir este incidente, a haste era de tamanho inadequado e algo maior que o humero, o medico nega qualquer responsabilidade. Ao seu ver ouve impericia ou negligencia médica?

    Abraços.

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