" Viver apenas um dia ou ouvir um bom ensinamento é melhor
do que
viver um século sem conhecer tal ensinamento. "


sexta-feira, 12 de março de 2010

ARTROSE

Manifestação da doença nas mãos

"A artrose é um processo degenerativo de desgaste da cartilagem, que afeta sobre tudo as articulações que suportam peso ou as que fazem movimentos em excesso, como por exemplo as cadeiras, os joelhos ou os pés", destaca a Dra. Diana Dubinsky, médica reumatologista do Centro Antirreumático do Hospital de Clínicas, de Buenos Aires.

Esta doença vincula-se ao envelhecimento das articulações, ligado ao passar do tempo. Inicia-se, em geral, a partir dos 40 ou 45 anos. Porém, também pode aparecer de forma precoce como conseqüência de traumatismos ou problemas congênitos que afetem a articulação.

A artrose é uma doença reumática que degenera os tecidos e a cartilagem presente nas articulações.

Sintomas:
Dor;
Deformação articular e
Limitação de movimentos.

Também chamada de osteoartrose, ocorre principalmente nas articulações do joelho, coluna, quadril, mãos e dedos, também pode influenciar no aparecimento do bico de papagaio.

Tratamento:
Exercícios de alongamento;
De postura;
Fortalecimento muscular;
Fisioterapia;
Analgésicos e
Antiinflamatórios.

As articulações que sofrem com a doença devem ser mantidas aquecidas, pois no frio a tendência é que a dor seja mais forte e mais freqüente. Ao fazer caminhadas é importante parar para descansar se porventura houver a sensação de dor.


Fonte: brasilescola.com

Postado Por: Bruna Stéphanie

domingo, 7 de março de 2010

Lombalgia '

Este tipo de problema caracteriza-se por dor na coluna ao nível da cintura. Esta tembém pode se irradiar para as pernas e ir até o joelho. A coluna é composta por ossos (vértebras) , discos intervertebrais e por nervos chamados de raízes.Qualquer uma destas estruturas, quando afetadas, causa dor.

A causa destas dores pode estar relacionada à degeneraçao discal, à artrose facetária, à espondilolise e a espondilolistese.

Sintomas de dor lombar
Podemos sentir uma ampla variedade de sintomas nas costas. Pode-se sentir dor, queimação, pontadas, dor em faixa, e também um peso na região das costas, que pode descer pela coxa até o joelho. Associado a estes sintomas, podemos ter ainda fraqueza nas pernas ou nos pés. Durante o exame, a palpação da coluna lombar baixa pode ser muito dolorosa, revelando o local do problema. Não é necessário que haja um evento desencadeante para que se comece a ter dor nas costas: ficar em pé por tempo prolongado, sentado por longo período ou levantando algo pesado, são alguns dos motivos. Então subitamente, um movimento simples, como pegar algo do chão ou mesmo o simples fato de dobrar o corpo, pode desencadear sintomas dolorosos intensos.
A dor lombar pode ser aguda quando iniciou a pouco tempo (menos de um mês) ou então crônica se acontece há mais de 1 mês. Enquanto ter dor nas costas mais de uma vez é comum, ter dor crônica prolongada não é.

Opções de tratamento
Muitas dores lombares podem ser tratadas segura e efetivamente por métodos não cirúrgicos. As medicações para dor e as sessões de fisioterapia são utilizadas com sucesso para controle do quadro.
Hoje em dia disposmos de um arsenal de métodos terapêuticos não cirúrgicos para o tratamento da dor lombar crônica. São os métodos percutâneos como infiltrações, radiofreqüência e nucleoplastias.
Se os métodos não cirurgicos falham, o tratamento cirúrgico deve ser instaurado.
Através dos métodos minimamente invasivos, podemos utilizar o disco artificial, se não houver instabilidade, ou realizar uma estabilização dinâmica, ou ainda uma fusão vertebral (artrodese) para correção do segmento.

Tratamento não cirúrgico

- Medicações
- Fisioterapia
- Tratamento da dor

Tratamento cirúrgico
- Disco artificial (Artroplastia)
- Estabilização Dinâmica (Dinesys ,Isobar )
- Espaçador interespinhoso
- Fusão vertebral minimamente invasiva(Artrodese)

Fonte: Juliano Lhamby

Postado por: Bruna Stéphanie

sábado, 6 de março de 2010

Artrose ou Osteoartrite

Os ossos de uma articulação são mantidos em posição adequada, por ligamentos e tendões, que permitem apenas os movimentos normais. Os músculos são também determinantes na manutenção da estabilidade da articulação, sendo esta encerrada numa cápsula fibrosa, no interior da qual um fino véu, produz permanentemente uma pequena quantidade de liquido, designado como sinovial, que actua como lubrificante e nutriente da cartilagem. Numa articulação normal, os topos dos ossos que a compõem, estão cobertos por uma “capa “ de material elástico esbranquiçado, a cartilagem, que permite o deslizamento suave dos ossos e actua como uma almofada, que absorve o impacto dos ossos no movimento e em particular na carga. A artrose resulta da senescencia e conseqüente destruição progressiva dos tecidos que compõem a articulação, em particular a cartilagem, conduzindo à instalação progressiva de dor, deformação e limitação dos movimentos. No estabelecimento da artrose, começa por ocorrer uma deterioração da cartilagem, que perde a sua regularidade e elasticidade, o que diminui a sua eficácia e contribui para a sua destruição adicional com o uso repetido e a carga traumática. Com o tempo, grande parte da cartilagem pode desaparecer completamente. Na ausência de parte ou da totalidade da "almofada" da cartilagem, os ossos roçam directamente entre si, causando sensação de atrito (crepitação), certo grau de inflamação, dor e limitação de movimentos. Com a evolução no tempo, a articulação pode sofrer deformação visível ou palpável, cuja tradução mais comum são os osteofitos, conhecidos popularmente na coluna, por " bicos de papagaio “.Em fase evolutiva bastante avançada, fragmentos da cartilagem ou do osso subjacente, podem soltar-se para o interior da articulação e limitar ou mesmo bloquear os seus movimentos. Por outro lado, as estruturas de contenção passiva da articulação, como a cápsula articular e os ligamentos, colocadas sob tensão excessiva, podem-se inflamar, retrair ou mesmo romper. Estas alterações, que constituem uma importante causa de dor e incapacidade, podem ser adequadamente apoiadas e tratadas, quando a doença é detectada precocemente (diagnóstico precoce).

Fisiopatologia

Uma vez iniciada a doença, ela pode evoluir até a destruição da articulação, pode parar em qualquer ponto do processo evolutivo, ou, mesmo, em situações raras, pode reverter.
O achado inicial mais evidente é na cartilagem articular. A matriz demonstra perda em conteúdo de proteoglicano, os quais tem sua capacidade de agregação alterada e um aumento no teor de água. As cadeias de condroitinossulfato estão encurtadas e a composição dos glicosaminoglicanos é anormal.
O condrócito, que normalmente é uma célula aminótica, divide-se para formar clones celulares. Estas células aumentam a sua produção de colágeno tipo II e de proteoglicanos, numa tentativa de reparar o processo destrutivo da matriz. O turnover de DNA-RNA e a síntese enzimática estão aumentados. Quando a capacidade de síntese da matriz é menor do que a destruição, predomina o processo catabólico e a superfície da cartilagem perde a sua testura lisa, torna-se fibrilar, desenvolvendo fendas e erosões. Tais fendas estendem-se até o osso subcondral.
A superfícies articulares perdem a sua congruência. Enquanto isso acontece na cartilagem, o osso subcondral sofre alterações proliferativas. Essas ocorrem na margem das articulações e no assoalho das lesões cartilaginosas. Essa proliferação compromete a elasticidade e aumenta a rigidez do osso. O qual se torna mais sensível ao desenvolvimento de microfraturas. As microfraturas curam com formação de calos e mais rigidez óssea. Surgem osteófitos, luxações e instabilidade articular. Proliferação sinovial e sinovite ativa aparecem. As células da sinovia perto da periferia tornam-se metaplásicas e produzem osteófitos. Todos os elementos da articulação sofrem hipertrofia entre eles a cápsula, ligamentos, tendões e músculos.
O condrócito não só é a fonte dos principais componentes da matriz, como também é capaz de produzir que a degradam. Isso acontece de uma maneira acentuada no processo osteoartrítico. Entre essas enzimas são muito importantes as metaloproteases neutras, que em presença de ativadores plasmáticos, degradam a matriz cartilaginosa e permitem que catabólitos sejam liberados em liquido sinovial, provocando um processo inflamatório. Este processo, por as vez, aumenta a produção de enzimas proteolíticas, que se difundem de volta na cartilagem, aumentando a destruição. O condrócito aumentará a síntese de novas moléculas para recompor a matriz. Inicialmente ele obtém sucesso, mas quando o processo catabólico se acentua, o condrócito se esgota e a osteoartrose sobrevém.

Sintomas e Sinais:
- Dor e sensibilidade à mobilização, palpação ou manobras
- Crepitação palpável, excepcionalmente audível
- Espasmo e atrofia da musculatura articular satélite
- Limitação da amplitude articular, sem anquilose como regra
- Sinais discretos de inflamação articular, raramente acentuados
- Derrame articular, comumente relacionado com trauma ou uso excessivo da junta.

Tratamento fisioterápico:

As aplicações do calor ou do frio são recursos valiosos na prática da fisioterapia. Ambos constituem-se em recursos terapêuticos de grande valia no alívio da dor e na melhora da função articular. Atualmente não existe um consenso entre os profissionais de reabilitação sobre qual dos recursos terapêuticos empregar em pacientes com artrose avançada. A literatura é vasta em defender o uso tanto da crioterapia quanto do uso sistemático do calor, seja ele na forma de calor superficial ou profundo.
O uso do calor no tratamento de pacientes portadores de gonartrose é eficaz, pois têm a propriedade de alivia a dor, aumentar a flexibilidade dos tecidos músculo-tendíneos, diminuir a rigidez das articulações, melhora o espasmo muscular e a circulação.
Os efeitos terapêuticos da crioterapia são mais pronunciados pois através de pacotes ou o gelo em pinceladas se obtém os seguintes resultados: diminuição do espasmo muscular, alivio da dor, eficaz nos traumatismos (entorses, contusões, distensões musculares, etc.), previne o edema e diminui as reações inflamatórias.
As terapias usando o calor (termoterapia) e usando o frio (crioterapia) não levam à cura de nenhuma enfermidade, porém são instrumentos importantes que auxiliam no tratamento de várias patologias ortopédicas e neurológicas. São recursos que, quando aplicados adequadamente, reduzem o espasmo muscular e a sintomatologia dolorosa, preparando a região afetada para a aplicação de outras técnicas terapêuticas.

Referencias
http://www.copacabanarunners.net/artrose-tratamento.html

 Postado por: Sandy Hellen

Doença de Parkinson

É uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, idiopática (sem causa conhecida), raramente acontecendo antes dos 50 anos, comprometendo ambos os sexos igualmente, se caracterizando por: Rigidez muscular; Tremor de repouso; Hipocinesia(diminuição da mobilidade); e Instabilidade postural.

Esta doença é insidiosa, podendo começar às vezes com um tremor, outras vezes com falta de mímica facial, diminuição do piscar, olhar fixo, movimentos lentos. Isso ocorre como resultado de degeneração celular no cérebro.

A voz poderá ser monótona, escorrendo com facilidade saliva pelos cantos da boca. A pele, principalmente a facial, é lustrosa, “graxenta” e seborréica.

A marcha fica vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos, tronco inclinado e, em casos avançados a pessoa aumenta a velocidade de marcha para não cair. Outras vezes, pode ficar parado com enorme dificuldade para se colocar em movimento.

Os tremores, que são involuntários, em uma ou em varias partes do corpo, se caracterizam pelos três “R”- Regular, rítmico e de repouso. Também se caracterizam por diminuir com os movimentos voluntários, se manifestando sobretudo nas mãos.

Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por um déficit dos movimentos automáticos, o paciente fica como que parado, estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive de escrever, ficando a letra pequena e a linguaguem monótona e às vezes ininteligível.


Diagnóstico

Os sintomas comuns são lentidão na marcha, distúrbio do equilíbrio, com quedas ocasionais ou dificuldades nos movimentos finos de manipulação, como vestir-se ou borbear-se. Podem estar incluídos dificuldades com movimentos específicos como escrever, virar na cama ou levantar-se de uma cadeira baixa e incapacidade de elevar a voz ou ter tosse produtiva.


Tratamento Fisioterapêutico

Embora a terapia farmacológica seja base do tratamento, a fisioterapia também é muito importante. Ela envolve os pacientes em seu próprio atendimento, promove o exercício, mantém ativos os músculos e preserva a mobilidade. Esta abordagem é particularmente benéfica quando o parkinsonismo avança, porque muitos pacientes tendem a permanecer sentados e inativos.

O tratamento consiste em treinamento das atividades mais difícies de serem executadas por cada pessoa, também é trabalhado a manutenção ou melhora das condições musculares, através de exercícios de alongamento e fortalecimento globais, além de exercícios posturais e de equilíbrio, todos eles associados a movimentos respiratórios, oferecendo ao paciente condições ideais ou próximas disso, para que possa realizar atividades mais facilmente. Em relação aos objetivos fisioterapêuticos, de maneira geral, é importante manter ou melhorar a amplitude de movimento em todas as articulações; retardar o surgimento de contraturas e deformidades; retardar a atrofia por desuco e a fraqueza muscular; promover e incrementar o funcionamento motor e a mobilidade; incrementar o padrão da marcha; melhorar as condições respiratórias, a expansibilidade pulmonar e a mobilidade torácica; manter ou aumentar a independência funcional das atividades de vida diária; melhorar a auto-estima.

As metas a longo prazo de um programa de fisioterapia são as seguintes: Retardar ou minimizar a progressão e efeitos dos sintomas da doença; impedir o desenvolvimento de complicações e deformidades secundárias; e manter ao máximo as capacidades funcionais do paciente.




Postado por: Sandy Hellen

sexta-feira, 5 de março de 2010

Cervicalgia

A cervicalgia costuma ser insidiosa, sem causa aparente. Mas raramente se inicia de maneira súbita, em geral está relacionada com movimentos bruscos do pescoço, longa permanência em posição forçada, esforço ou trauma e até mesmo alterações da ATM (articulação têmporo-mandibular). O paciente com cervicalgia geralmente relata uma melhora quando está em repouso e exacerbação da dor com o movimento.

Sintomas e sinais
O paciente com cervicalgia costuma adquirir uma atitude de defesa e rigidez dos movimentos ocorre também uma alteração na mobilidade do pescoço e a dor durante a palpação da musculatura do pescoço podendo também abranger a região do ombro e nos casos mais graves ou prolongados irradiando para todo o membro superior.
Em relação à dor, o paciente pode queixar-se desde uma dor leve local e uma sensação de cansaço, até uma dor mais forte e limitante. O braço, além de doer, pode apresentar alterações de sensibilidade e força muscular, são as chamadas “alterações neurológicas”.
O paciente refere adormecimento de alguma área ou de todo o membro, podendo ser contínua ou desencadeada por algum fator. A fraqueza muscular acontece em casos mais graves ou prolongados sendo geralmente progressiva. Podem existir também alterações nos reflexos encontrados em algumas inserções musculares no punho, cotovelo e ombro nos casos mais graves.

Causas da Cervicalgia
As cervicalgias podem ser decorrentes, de desordem mecânica, fatores posturais e ergonômicos ou ao excesso de sobrecarga dos membros superiores. A dor cervical resulta em perda na produtividade importante em certas ocupações e a maior predisposição de lesão associa-se a certos tipos de atividades e à idade. A cervicobraquialgia caracteriza-se por dor cervical com irradiação para membro superior, normalmente devido à compressão da raiz nervosa proveniente da região cervical sub-axial. Trabalhos que envolvam movimentos repetitivos de membros superiores e flexão da coluna cervical estão relacionados à dor cervical.


Diagnóstico e exames
O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada


Tratamento
RMA da Coluna Vertebral

É um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de Fisioterapia Manual, mesa de tração eletrônica, mesa de descompressão dinâmica. Estabilização Vertebral e Exercícios de Musculação. Ele visa melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro.
Etapas do tratamento

Fisioterapia Convencional


Fonte:ITC
                       Postado por:Liane Romeu

segunda-feira, 1 de março de 2010

Espondilite Anquilosante

Trata-se de uma doença inflamatória crônica sistêmica que compromete preferencialmente a coluna vertebral, podendo também afetar as articulações periféricas (ombros, coxofemorais, etc.). Faz parte do grupo das espondiloartropatias.
O processo inflamatório acomete as articulações interapofisárias posteriores, cartilagíneas, a inserção dos tendões e ligamentos no periósteo (entesis), ossificação subligamentar em qualquer região da coluna, em especial na transição dorsolombar, dando origem aos sindesmófitos (pontes ósseas entre os corpos vertebrais).

O resultado desse processo pode ser o enrijecimento em qualquer região da coluna, a anquilose fibrosa e óssea, com imagem radiológica de aspecto de "coluna em bambu". Acomete preferencialmente o sexo masculino, com idade de início habitual dos 16 aos 30 anos, porém existem relatos de início na infância.

Diagnóstico

Existem vários aspectos a ser analisado para o seu diagnóstico.
1. Dor lombar por um mínimo de três meses, que piora com o repouso e melhora com os exercícios;
2. Limitação dos movimentos da coluna lombar nos planos frontal e sagital;
3. Redução da expansibilidade do tórax;
4. Sacroileíte bilateral, com ou sem anquilose;
5. Sacroileíte unilateral.

Entre as formas de apresentação, classificadas clínica e radiologicamente temos:
• Clássica: dor lombar inflamatória, observando-se ao estudo radiológico sacroileíte e alterações da coluna lombar;
• Espinal: acomete somente coluna lombar, poupando a articulação sacroilíaca;
• Clínica: as radiografias simples são normais;
• Assintomática: sem manifestações clínicas e radiografias simples com sinais de sacroileíte;
• Associada: relacionadas a outras espondiloartropatias.

Quadro Clínico

O paciente apresenta dor lombar baixa ou na transição dorsolombar, de início insidioso, às vezes agudo, de difícil localização, definindo-se em seguida na região lombar ou na articulação sacroilíaca. A dor tem intensidade variável, geralmente com piora noturna e, pela manhã ou após períodos de inatividade. Melhora com exercícios e banhos quentes. Esta associada à rigidez vertebral podendo persistir por três ou mais meses. Pode apresentar dificuldade em sair da cama, e às vezes o paciente acorda com dor durante o sono. A dor pode estender-se à coluna dorsal ou cervical, ou ficar restrita a um segmento. Existem casos pouco sintomáticos, porém com rigidez vertebral. As manifestações clínicas da coluna vertebral podem ser precedidas por sintomas constitucionais como febrícula, falta de apetite, fadiga e fraqueza sendo que estes são presentes com maior freqüência na forma juvenil. Também podem ser acometidas as articulações periféricas, em especial joelhos e tornozelos, de forma assimétrica, podendo preceder o envolvimento da coluna vertebral.
Destaca-se a talalgia (dor nos calcanhares) entre as entesopatias.
Ao exame específico pode-se observar limitação do arco de movimento da coluna podendo associar-se a atitudes viciosas, como a "posição do esquiador". A manobra de Schöber é positiva.
A espondilodiscite (inflamação do disco e do corpo vertebral) encontrada em 5 a 6% dos casos e raramente se observa mielopatia (inflamação da medula espinal) e ou fratura vertebral na região cervical (C5/C6 e C6/ C7) e lesão crônica de cauda eqüina.
Entre as manifestações extra-articulares citamos: o acometimento ocular, uveíte anterior aguda que ocorre em 25 a 30% dos pacientes, podendo inclusive preceder o quadro articular ou manifestar-se em períodos de inatividade clínica. O acometimento cardíaco é observado em 1% dos casos, distúrbios da condução átrio ventricular e acometimento da artéria aorta, junto à válvula aórtica. No acometimento dos pulmões fibrose apical em raros casos e cavitação pulmonar por aspergilose. Lesões da mucosa intestinal podem ser evidenciadas pela colonoscopia. Amiloidose nos casos de longa evolução, particularmente a nefropatia (lesão dos rins) por IgA.

Exames Subsidiários

Laboratório
Imagem:Radiografia (das articulações sacro ilíacas, periféricas e da coluna), Tomografia,Ressonância Magnética e Mapeamento ósseo

Tratamento

Medicação
Podem ser receitados analgésicos e antiinflamatórios não-esteróides.
Cirurgia
Pode ser realizados procedimentos cirúrgicos, particularmente para reposição das articulações dos joelhos e quadril.
Reabilitação
Orientação doméstica quanto a postura, para se evitar vícios, exercícios respiratórios e localizados para membros, e de extensão para a coluna. A fisioterapia regular é essencial no tratamento deste paciente. Ocorre continuamente deposito de tecido fibroso, como resultado de uma grande inflamação e a fisioterapia regular com um programa de exercícios monitorizados, "molda" o tecido fibroso ao longo das linhas de pressão que não restringem os movimentos do paciente.
O objetivo do trabalho da fisioterapia é: aliviar a dor; minimizar deformidades; mobilizar as articulações que foram afetas e reassumir a forma física.

Exercícios adequados

- Deitado: relaxamento fisiológico. Praticar tendo a sensação de uma posição de coluna vertebral estendida reta. Empurrar braços e pernas para o assoalho (isometria para quadríceps, glúteos e extensores da coluna lombar).
- Deitado com o joelho fletido: rolar os joelhos de um lado para o outro. Levar o braço direito para cima e para baixo, virar a cabeça para ver a mão, repetir com a esquerda. Exercícios de respiração profunda com mãos sobre o abdômen superior (encorajar o uso total do diafragma). Fazer movimentos de antero e retro versão.
- Deitado em decúbito ventral: levantar e abaixar os membros inferiores estendidos, alternando as pernas e depois com ambas. Mãos presas atras das costas, impulsionas as mãos na direção dos pés com a cabeça e ombros se elevando e relaxando. Colocar as mãos no assoalho, elevar a cabeça e os ombros (andar levando as mãos para a direita e depois para a esquerda).
- Sentado: estirar a cabeça e o pescoço para cima (correção da postura). Mãos sobre os ombros, virar o tronco de um lado para o outro. Prender as mãos, fletir e girar para tocar o pé direito, estirar para cima e para trás para a esquerda, olhando as mãos, repetir do outro lado. Cabeça e pescoço virando de um lado para o outro.
- Em pé: mãos nos ombros, tronco virando de um lado para o outro. Respiração profunda. Tronco virando de um lado para o outro

Evolução e Prognóstico

A evolução é favorável na maioria dos casos, sendo que quando houver acometimento das articulações coxofemorais e da coluna cervical o curso evolutivo é pior. As mulheres e formas de início mais tardio costumam apresentar melhor evolução. As deformidades são observadas num período de 10 anos ou mais de evolução. A mortalidade, ainda que baixa, geralmente ocorre na compressão medular resultante de sub luxação da articulação atlas-axis e na insuficiência renal devido a nefropatia por amiloidose.

Fonte: Dr. Stenio Guilherme Vernasque da Silva

                                    Postado por: Suênia Peixoto

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Síndrome Facetária

As facetas lombares (foto 1) e as cervicais (foto2) são pequenas articulações que conectam as vértebras na parte posterior da coluna. Também são conhecidas como articulações zigoapofisárias. Sua função principal é proporcionar estabilidade rotacional.

É uma articulação que, como as outras, contém cartilagem e cápsula articular. Por ter esta composição, sofre degeneração e pode levar a um processo inflamatório doloroso, como as outras articulações.Existem duas facetas em cada vértebra, localizadas em cada um dos lados do corpo vertebral (foto3).

Dividimos os problemas facetarios em cervicais e lombares.

As facetas lombares (foto4)produzem dor ao nivel da coluna lombar que pode se irradiar até a parte posterior das coxas. É um tipo de dor muito comum mas pouco diagnosticada pois é muito dependente do exame fisico. Quanto aos sintomas a dor pode ser evidenciada durante a hiperxtensao da coluna lombar ou seja flexionar as costas para tras como nesta imagem (foto 6). Este movimento provou-se extremamente util para o diagnostico deste problema. Também temos, no exame fisico, dor a palpação local à digito pressão.
Ainda nas facetas lombares , outro dado importante é que muitas vezes a ressonancia magnetica, que é o melhor exame para diagnostico, não mostra alterações visiveis e temos que nos guiar pelo exame clinico.

As facetas cervicais (foto 7) produzem dor ao nivel do pescoço e das escapulas(foto 8).Esta pode se irradiar para perto dos ombros causando confusão no diagnóstico do problema. Como nas facetas lombares, as cervicais também sao pouco diagnosticadas . O paciente pode também apresentar mais dor à extensão do pescoço e durante a palpação local(digito pressão )
Nas facetas cervicais o diagnostico por imagem através da ressonancia e da tomografia, é ainda mais difícil do que na lombar. Na cervical a visualização das alterações inflamatórias não é precisa pelo reduzido tamanho da articulação. Temos então que utilizar métodos muito especificos como por exemplo o PEtscan que não é difundido no nosso meio.
Podem ocorrer problemas facetários em múltiplos níveis, causando dor em uma area extensa como por exemplo metada da coluna lombar ou cervical. Muitas vezes as dores facetárias são menosprezadas, mas feqüentemente respondem por uma grande parte da dor lombar ou cervical.



Opções de Tratamento
Como há varias causas de dor lombar, temos que ter certeza que a dor está vindo das facetas e não do disco, por exemplo. Para um correto diagnóstico, é feito um bloqueio facetário com anestésico local. Se a dor é causada por esta faceta, cessará imediatamente. Se ainda houver dor após o bloqueio, é necessário investigar outras causas como, por exemplo, problemas no disco vertebral. O exame físico direcionado para as facetas é imprescindível para o correto diagnóstico.
O tratamento pode ser feito usando medicações, fisioterapia, através de procedimentos como Bloqueios facetários (Injeções com corticóide). Ainda dentro dos procedimentos, poderemos usar também a radiofrequência facetária, e até mesmo cirurgia minimamente invasiva em casos extremos.

Tratamento não cirurgico
* Medicação
* Fisioterapia
Tratamento da dor
* Bloqueio das facetas cervical
* Bloqueio das facetas lombar
* Radiofreqüência das facetas cervical
* Radiofrequencia das facetas lombar

Tratamento cirúrgico minimamente invasivo
* Radiculotomia endoscópica das facetas

Fonte: Dr. Juliano Lhamby

Postado por: Bruna Stéphanie